Pose – Análise da Segunda Temporada

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Com um aumento de 8 para 10 episódios, a segunda temporada de Pose iniciou e logo de cara nos mostra que não veio para brincar. O episódio já começa com uma carga dramática bem alta para Pray Tell e Blanca, que como sempre, apoia todos seus amigos.

Tivemos uma breve passagem de tempo, e o vírus da AIDS está causando cada vez mais mortes. A série abordou muito bem o tema, colocando nossos queridos personagens em situações que nos assustaram com a possibilidade de morrerem, mas resolveu subverter e matar outro personagem que não esperávamos.

Personagem inclusive, que teve um episódio dedicado ao seu funeral que foi de emocionar. Foi muito interessante como mostrou como cada personagem lidou com a sua morte e que cada um teve um destaque. Os diálogos foram todos bem escritos e nos passaram a emoção necessária. E quando achávamos que as cenas de sua melhor amiga, Lulu, seriam os mais dramáticos possíveis, eles nos entregam aquela cena maravilhosa diante do caixão da Candy.

Enquanto a primeira temporada focou muito na Blanca e seus amigos mais próximos, essa temporada abriu o leque e trabalhou de forma bem equilibrada todos os outros. A evolução da personagem da Elektra foi excelente. Na primeira temporada ela era praticamente uma vilã, e nessa, conhecemos ainda mais o seu lado mãe, o seu lado gentil, e ganhou ainda mais destaque no seu lado cômico. O episódio em que ela precisa se livrar de uma situação complicada que poderia muito bem cair para um lado pesado e vai para uma veia cômica é um deleite e um descanso de tanta coisa ruim.

Um ponto positivo disso tudo é que a série equilibra muito bem todas as dificuldades que esses LGBT’s vivendo naquela época têm que passar com o alívio cômico para dar uma amenizada no golpe. Adorei que a série alterna entre um episódio para rir, e outro para chorar. Uma diferença que também tivemos da outra temporada, é que nessa não há tanta continuidade entre um episódio e outro, fazendo o ”tempo passar mais rápido”.

E episódio para chorar não faltou! O episódio em que o Pray Tell é hospitalizado e eles nos fazem acreditar que ele talvez não sobreviva é um soco no estômago. E aí quando achávamos que não podia piorar, logo no final da temporada, Blanca também fica muito doente e dessa vez, eu tinha certeza que íamos ficar sem a protagonista. E não teve como não chorar quando Damon retorna e ela reúne toda a sua família. Ver essa mulher sofrer é triste demais.

Mas ainda bem que a vimos sorrir e ter ótimos momentos nessa temporada como a conquista do seu salão, a esperança de alguma coisa boa com o lançamento de Vogue, a road trip com as meninas com direito a um belo romance (episódio maravilhoso, por sinal) e o sucesso dos seus filhos. Ah, com direito a prisão da dona do prédio que não fiz questão de gravar o nome! Mas nada melhor que a sua bela perfomance na season finale. Que atriz!

Um arco que talvez faltou um pouco de cuidado de roteiro foi o da Angel. A construção da sua carreira foi ótima, e depois a sua quase destruição por ser trans foi muito bem feita. O que pra mim levou a lugar nenhum foi o plot do seu envolvimento com drogas. Senti que esse talvez seria o que causaria o fim da sua carreira de modelo, porém não foi. Mas só para não ficar criticando, o seu romance com Papi foi uma delicia de assistir. Aliás, que homem! Outra evolução de personagem maravilhosa! Esse deu uma aula para todos os homens cis por aí! Tomara que na próxima temporada ele esteja muito bem na sua carreira de empresário.

A série encerra mais uma season de forma bem completa, não deixando nenhuma ponta solta, mas com aquela sensação que tem muito mais história a ser contada.

Live! Work! Pose!

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